segunda-feira, Setembro 15

Somebody that I used to know..

domingo, Junho 8

You pretend it doesn't bother you, but you just want to explode



Later in the evenin',
as you lie awake in bed
With the echoes of the amplifiers,
ringin' in your head
You smoke the day's last cigarette,
rememberin' what she said

What she said

Yeah, and here I am,
on the road again

terça-feira, Abril 22

Hey Brother


Meus Estafermos,

Tem sido um ano fodido.

Não sou daqueles que se queixam muito do estado da nação. Luto todos os dias, sou pró-activo, não aceito a sorte que tenho e sei que vou ter sucesso. Acho que a dívida tem de se pagar, e faço a minha parte pelo menos, trabalhando e inventando trabalho.

Dos momentos difíceis trago comigo quem em mim acreditou, a memória do alívio, o amparo da família quando tudo o resto falha.

Não sei se sou eu que me isolei, se nós todos temos esta sensação quando crescemos, mas vejo que todos olhamos para o nosso umbigo e parecemos esquecer os nossos.




Não digo isto porque preciso de ajuda - a vida mostrou-me que sobrevivo sozinho quando assim tem de ser. Se calhar mostrou-nos isso a todos, cada um à sua maneira, não sei.

Só me recordo das coisas boas e tenho-me tentado lembrar de algum motivo para não falar com muitos de vós Estafermos há tanto tempo, e não me ocorre nada..


Ouvi este som, e lembrei-me de vocês - devíamos estar presentes uns para os outros.

domingo, Junho 23

Headache


Comprimido tomado - tirado, tomado. Novo café, mudança de ares forçada por deficit de educação.

...

Pequenos "Olás", sumidos.. estou perto da ira, ainda o dia faz ecoar os primeiros raios de luz nos cantos dos edifícios. Senhoras muito penteadas sussurram saberes próprios da idade, de como quem escuta atrás das portas. Aprenderam algo que me desgosta - são humanas, somente.

Estou aviado. Faço-me à porta determinado.
Monto-me no porta-berrante das rectas curvantes (semi-novo, que a economia me amarrotou a empresa).

Este antigo passeio costuma arrefecer-me o sangue da melhor maneira. Estou extasiado com o vento no rosto. Sinto falta do amigo - e lá me dirijo. 
Café antigo - azulejo velho em prédio novo - pais antigos atrás de um balcão que jamais recusa uma moeda.

Sou o "mais-velho" para os miúdos que vendem na esquina. Para quem passa, sou conversador de circunstância. Para os pais do amigo, confidente alheado do tempo, absorvo queixumes e reflicto conselheiros ditames. Nunca soube ouvir - não o justifico na idade, na falta de ouvido ou na dor de conhecer palavras demais. 

Ando absorvido num quotidiano abafado que me faz mover mas não me impele nem motiva.

O meu nome ecoa por estes lados - fascínio doce pela tentação de ter mais, sou progresso e saber. 
É que em terra de cegos, também eu sei cheirar. 
Aprendi-o com os antigos.

Desconhecia, digo-o antes de o saber realmente. Permaneço na ignorância até uma escondida lágrima dizer o que a voz abafada já não foi capaz. Como poderia eu não saber, se já lá vão oito dias?!?

Amigo com dor de cabeça, que se esqueceu de tudo e todos em menos de dez horas de vida... 

Como poderia eu não saber?!? Quatro filhos, uma esposa, dois pais.. o jardim, os pequenos cães, o grande Retriever... todos os seus clientes, o trabalho, os amigos, trinta e sete anos de vida esquecida em menos de dez horas... Como poderia eu não saber?!?!

O meu amigo.. está só comigo a seu lado. A filha mais velha com saudades, o segundo que já entende, os mais pequenos que nunca entenderam, estão sós como ele.

Coma médico sobre coma social, transformou-me a ira em dor.

Agradeço sinceramente os problemas que tenho tido.

Não me sinto religioso, e acho-o curioso desta vez.

Desejo-te as melhoras companheiro - não me leves a mal a pieguice.